Orientalismo

E-mail

Vicente Dobroruka
Universidade de Brasília
Dpto. de História
Brasília -DF-
70910-900

Tópico Especial em História Social 3 Orientalismo
Período: 2013.2
Horário: qui 14:00-17:50 (sala: PPGHIS)


Introdução

O curso oferece uma discussão crítica e abrangente do imperialismo europeu e suas aparentes relações com as disciplinas que compreendem o campo dos "estudos orientais" ou "orientalística". Uma refutação das teses de Edward Said através da própria análise dos elementos constitutivos desse campo de estudos, ao longo dos sécs.XVIII, XIX e XX é o objetivo desta turma da disciplina, que terá como fundamento teórico o exame das origens dos estudos orientais no Mediterrâneo clássico, helenístico e romano.


Programa

Introdução
    Caráter do curso
    Fontes e edições usadas
    Necessidade do inglês para acompanhamento das aulas
    Disponibilização do curso on-line
    Avaliação

1. Said e a "invenção" do orientalismo
    1.1. O imperialismo europeu: um resumo
    1.2. O orientalismo como ciência
    1.3. Da "utilidade" versus "desinteresse" do orientalismo

2. Origens dos estudos orientais na Antigüidade
    2.1. A historiografia grega e seu "outro"
    2.2. Da "universalidade" do homem
    2.3. O que é um "bárbaro" afinal?

3. Acuidade e curiosidade
    3.1. Alexandre, o Grande e sua concepção de ecúmeno
    3.2. Xenofonte ou Said: erros e acertos nas generalizações gregas sobre os "bárbaros"
    3.3. A "indologia" grega
    3.4. Os povos semi-históricos na etnografia grega
    3.5. O desgaste pelo “outro”: Alexandre no centro da Ásia

4. Racionalidade, universalidade, autocrítica: fundamentos da civilização ocidental percebidos através dos estudos orientais

5. Conclusão
    5.1. As distorções de Said
    5.2. Seus efeitos posteriores
    5.3. Os orientalistas orientais


Objetivos

Ao final do curso, o aluno deverá ser capaz de:

* Analisar o discurso "anti-orientalista" de Edward Said;

* Compreender o impacto positivo dos métodos inquisitivos da cultura ocidental sobre o restante do mundo;

* Analisar de modo isento as relações entre o interesse europeu pelo Oriente e a política expansionista dos sécs.XVI-XX;

* Discutir os méritos e problemas oferecidos pela origem da curiosidade ocidental sobre o Oriente, na Antigüidade.


Avaliação

Os alunos farão 2 (duas) provas com consulta ao longo do período letivo, a primeira valendo 5 (cinco) e a segunda 5 (cinco), totalizando 10 (dez) pontos. A nota final será, portanto, a soma da nota 1 com a da nota 2, perfazendo um total de 10 (dez) pontos possíveis.


Bibliografia

Para os textos clássicos serão usadas, sempre que possível, as edições da Loeb Classical Library [abreviado como LCL], e para os fragmentos dos historiadores gregos será utilizada a edição alemã de Felix Jacoby (ed.). Die Fragmente der griechischen Historiker (CD-ROM edition). Leiden: Brill, 2005.

As fontes específicas utilizadas ao longo do curso serão listadas ao final de cada aula, conforme a organização da disciplina na página da Web correspondente.


Textos

As cópias dos textos requeridos para o acompanhamento do curso encontram-se, quase todos, sob a forma de e-books e serão disponibilizados ao longo do curso; os demais deverão ser adquiridos pelos alunos. Para a bibliografia suplementar, contactar o professor responsável.


Download do programa do curso

arquivo .doc


Notas

arquivo .pdf


Lista de aulas do curso